sexta-feira, 3 de maio de 2013

ANDAHUAYLILLAS


Acordamos atrasados às 7 horas da fria manhã Cuzquenha, para pegar o Ônibus as 8 com destino a Puno, em algum lugar na periferia da cidade.

Dispensamos o desjejum, acertamos a conta no hostel e fomos caçar um taxi na rua em frente, com fé que o motorista tivesse conhecimento da cidade e habilidade ao volante. Demos sorte, sabia onde era o lugar e tinha pé-de-chumbo.

Chegamos encima da hora na garagem da empresa de turismo Mer, que apesar do nome era boa, seria melhor transporte terrestre que teríamos até o fim da viagem. Ônibus confortável com ar condicionado, guia, serviço de bordo que se resumia a água, inca-cola e mate de coca, tudo o que precisávamos naquela situação.

Rumo a Puno, ainda não muito longe de Cuzco, paramos em um lugarejo chamado Andahuaylillas onde a maior atração é a Capela Sistina da America, uma Igreja linda construída em 1626. Curioso que nos altares, disputando com símbolos católicos, haviam alguns elementos da cultura Inca, como sol e lua, além de feições indígenas de algumas imagens. Estratégia espanhola para “ganhar” os locais.

Fiz duas imagens sem flash do interior da igreja e fui imediatamente convidado por dois agentes da “Gestapo” cristam-peruana a apagá-las.  Fiquei incomodado com os guardiões templários me cercando por todo canto, preferi me aquecer tomando um café quentinho no que suponho ser o menor Starbucks do mundo.

Depois do café, resolvi fazer um protesto contra a restrição da liberdade de registrar aquele patrimônio arquitetônico, cultural e religioso da humanidade, não comprando os cartões postais do interior da igreja.

De volta no Mer, vamos em frente!

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