Acordamos atrasados às 7 horas da
fria manhã Cuzquenha, para pegar o Ônibus as 8 com destino a Puno, em algum
lugar na periferia da cidade.
Dispensamos o desjejum, acertamos
a conta no hostel e fomos caçar um taxi na rua em frente, com fé que o motorista
tivesse conhecimento da cidade e habilidade ao volante. Demos sorte, sabia onde
era o lugar e tinha pé-de-chumbo.
Chegamos encima da hora na
garagem da empresa de turismo Mer, que apesar do nome era boa, seria melhor
transporte terrestre que teríamos até o fim da viagem. Ônibus confortável com
ar condicionado, guia, serviço de bordo que se resumia a água, inca-cola e mate
de coca, tudo o que precisávamos naquela situação.
Rumo a Puno, ainda não muito
longe de Cuzco, paramos em um lugarejo chamado Andahuaylillas onde a maior
atração é a Capela Sistina da America, uma Igreja linda construída em 1626.
Curioso que nos altares, disputando com símbolos católicos, haviam alguns elementos
da cultura Inca, como sol e lua, além de feições indígenas de algumas imagens. Estratégia
espanhola para “ganhar” os locais.
Fiz duas imagens sem flash do
interior da igreja e fui imediatamente convidado por dois agentes da “Gestapo” cristam-peruana
a apagá-las. Fiquei incomodado com os guardiões
templários me cercando por todo canto, preferi me aquecer tomando um café
quentinho no que suponho ser o menor Starbucks do mundo.
Depois do café, resolvi fazer um
protesto contra a restrição da liberdade de registrar aquele patrimônio arquitetônico, cultural
e religioso da humanidade, não comprando os cartões postais do interior da igreja.
De volta no Mer, vamos em frente!