terça-feira, 7 de maio de 2013

LOS UROS



 

Acordamos cedinho, fazia muito frio, nossas cabeças doía muito, a altitude tinha nos pegado de jeito provavelmente com ajuda do pisco da noite anterior, só não era pior por que o lago Titicaca nos oferecia alguma umidade no ar. Tomamos o café da manhã no hotel, um sorotipil, um mate de coca e esperamos o carro da agencia que iria nos levar para conhecer Los Uros.

O motorista nos levou até o porto a poucos minutos do hotel, onde nos unimos ao grupo e tomamos um barco a motor que iria nos levar às ilhas flutuantes.

Navegamos por cerca de 40 minutos pelo lago até chegar a uma das ilhas onde os anfitriões nativos nos esperavam. Fomos recebidos, saldados e convidados a fazer um passeio ao redor das ilhas com um barco típico movido a remo feito de totora, um tipo de junco que cresce no lago. Foi um agradável passeio que nos custou USD25,00 o casal.

Desembarcamos novamente na ilha e participamos de uma palestra ministrada habilmente por um local sobre a vida cotidiana e os costumes do povo de Uros, com direito a maquetes e degustação de talo de totora.

Após o didático evento fomos convidados a conhecer o interior de uma das casas onde a anfitriã gentilmente nos ofereceu alguns de seus artesanatos, que pelo colorido das peças e pela gentileza que fomos tratados nos vimos forçados a comprar, mais USD 25,00.

Antes de nos liberarem para passear livremente pela ilha, nos ofereceram trajes típicos para tirarmos fotografias, dessa vez free.

Andamos pela ilha que proporcionava uma sensação estranha de pisar em um colchão, seguidos por Raquel, uma menininha que se encantou conosco e nós por ela.

Logo nos despedimos, embarcamos e fomos visitar a missão Adventista, que mantém uma escola onde fomos recebidos alegremente pelas crianças que cantaram em vários idiomas, correspondente a nacionalidade de cada membro de nosso grupo, ficamos emocionados. Convicções religiosas a parte, um belo trabalho social.

Retornamos ao porto por volta do meio dia, bateu a fome e aproveitamos para almoçar em um dos vários quiosques que tem na via de acesso. Lugar simples, com gente simples e comida boa, Grazi foi em el pollo e eu em la trucha.  

Tomamos um taxi chola de nome Torito, conduzido de forma arrojada pelo Miguel que nos levou de volta ao centro onde estava tendo uma manifestação muito pacifica e organizada pró aumento dos salários dos professores. Andamos por lá, conversamos com as pessoas sempre muito educadas e amigáveis.

Caiu a noite e com ela a temperatura, tomamos um lanche rápido e nos recolhemos ao hotel para nos prepararmos para embarcar para Bolívia na manhã seguinte.