Acordamos cedinho, fazia muito
frio, nossas cabeças doía muito, a altitude tinha nos pegado de jeito
provavelmente com ajuda do pisco da noite anterior, só não era pior por que o
lago Titicaca nos oferecia alguma umidade no ar. Tomamos o café da manhã no
hotel, um sorotipil, um mate de coca e esperamos o carro da agencia que iria
nos levar para conhecer Los Uros.
O motorista nos levou até o porto
a poucos minutos do hotel, onde nos unimos ao grupo e tomamos um barco a motor
que iria nos levar às ilhas flutuantes.
Navegamos por cerca de 40 minutos
pelo lago até chegar a uma das ilhas onde os anfitriões nativos nos esperavam.
Fomos recebidos, saldados e convidados a fazer um passeio ao redor das ilhas
com um barco típico movido a remo feito de totora, um tipo de junco que cresce
no lago. Foi um agradável passeio que nos custou USD25,00 o casal.
Desembarcamos novamente na ilha e
participamos de uma palestra ministrada habilmente por um local sobre a vida cotidiana
e os costumes do povo de Uros, com direito a maquetes e degustação de talo de
totora.
Após o didático evento fomos
convidados a conhecer o interior de uma das casas onde a anfitriã gentilmente
nos ofereceu alguns de seus artesanatos, que pelo colorido das peças e pela
gentileza que fomos tratados nos vimos forçados a comprar, mais USD 25,00.
Antes de nos liberarem para
passear livremente pela ilha, nos ofereceram trajes típicos para tirarmos fotografias,
dessa vez free.
Andamos pela ilha que
proporcionava uma sensação estranha de pisar em um colchão, seguidos por
Raquel, uma menininha que se encantou conosco e nós por ela.
Logo nos despedimos, embarcamos e
fomos visitar a missão Adventista, que mantém uma escola onde fomos recebidos
alegremente pelas crianças que cantaram em vários idiomas, correspondente a
nacionalidade de cada membro de nosso grupo, ficamos emocionados. Convicções
religiosas a parte, um belo trabalho social.
Retornamos ao porto por volta do
meio dia, bateu a fome e aproveitamos para almoçar em um dos vários quiosques
que tem na via de acesso. Lugar simples, com gente simples e comida boa, Grazi
foi em el pollo e eu em la trucha.
Tomamos um taxi chola de nome
Torito, conduzido de forma arrojada pelo Miguel que nos levou de volta ao
centro onde estava tendo uma manifestação muito pacifica e organizada pró
aumento dos salários dos professores. Andamos por lá, conversamos com as
pessoas sempre muito educadas e amigáveis.
Caiu a noite e com ela a
temperatura, tomamos um lanche rápido e nos recolhemos ao hotel para nos
prepararmos para embarcar para Bolívia na manhã seguinte.

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