Tomamos o café da manhã no
hostel, fizemos o check-out e descemos para a Praça Sucre afim trocar dinheiro
e comprar as passagens para Lá Paz, uma suposta rápida viagem de 140Km. Compramos
a passagem para as 14 horas e desta vez tomamos o cuidado de deixar muito claro
o tipo de ônibus que iria nos levar.
Aproveitamos o resto da manhã para perambular um pouco pela cidade, mas com o incomodo da altitude e dos 10 Kg de mochila nas costas, optamos por um agradável restaurante ali perto, onde confraternizamos com um casal de Florianópolis, que se demitiram do trabalho, pegaram a indenização e foram andar pelo mundo sem planos para volta. Tomamos algumas cervejas Paceñas e comemos um hambúrguer maravilhoso. O tempo voou embalado pelo agradável bate-papo, já era o momento do embarque. Nos despedimos e embarcamos no ônibus, desta vez sem surpresa. Adeus Copacabana.
Dia ensolarado, seguimos pela
rodovia Nacional 2 contemplando as terras às margens do lago Titicaca até o
estreito de Tiquina, à uns 40 Km de Copacabana, lá as coisas ficaram um pouco
confusas, ônibus em uma balsa, passageiros em barcos, nenhuma informação,
desembarcamos bem longe do ônibus e o perdemos de vista. Tempo suficiente para
uma ida rápida ao banheiro mais sujo que já fomos e virando a esquina lá estava
nosso ônibus. Re-embarcamos e continuamos pela 2 rumo a Lá Paz.
Chegamos à grande Lá Paz por El
Alto antiga periferia hoje emancipada como município. Um lugar pobre de transito
caótico e de alta densidade populacional em seu centro. Eram milhares de
pessoas aglomeradas andando por entre os carros e barraquinhas e ambulantes
vendendo de tudo, fazendo a Rua 25 de Março parecer um lugar pacato.
Uma linda escultura de Chê feita
de sucata, com uns 5 metros de altura marcava a entrada em La Paz, contrastando
com o céu de fim de tarde. À medida que o ônibus descia a cidade
começava a se apresentar, primeiro pela periferia que lembra o filme Mad Max e
depois a parte mais central, que parece assim a primeira vista, como qualquer
grande cidade latina.
Descemos na rodoviária, fazia
2°C, pegamos um taxi e fomos direto ao nosso hotel na Av Saavedra, ao lado do
Estádio Olímpico Hernando Siles onde estava tendo uma partida de futebol, da janela de
nosso quarto víamos o estádio e escutávamos os ruidosos torcedores.
Estávamos cansados da viagem e
sofrendo de hipobaropatia, o mal da altitude, que por lá se
chama soroche. Não havia mais a umidade do lago e a poluição causada pelos
escapes dos veículos piorava a situação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário